Wednesday, May 23, 2007

AULA 15: ALGUNS FACTOS POLÍTICOS

1. O Governo, o seu programa e a RTP
Augusto M. Seabra (14/05/2002)

“Ninguém pode ter dúvidas sobre a legitimidade democrática do governo e não haverá também dúvidas sobre o seu intento em extinguir a actual RTP. Contudo, a noção de que os passos anunciados pela Governo na passada semana são apenas a aplicação do programa de um Governo até legitimado do ponto de vista político por uma moção de confiança na Assembleia da República, essa noção é altamente questionável – ao contrário do que, por exemplo, supõe o anónimo autor de um Semáforo vermelho ao Conselho de Opinião da RTP, na última página do PÚBLICO de ontem, que repreende o mesmo órgão por uma espécie de facto político que este (pelo menos ainda) não praticou, a saber, uma hipotética rejeição de um Conselho de Administração que viria apenas aplicar o programa do Governo.”

2. Silêncios e protecções!
Honório, Novo Deputado do PCP

“(…) seria ou não oportuno que o Governo incluísse na sua presidência a adopção de novas políticas para as regiões ultraperiféricas, a adopção de critérios mais justos no apoio às produções agrícolas mediterrânicas, ou a salvaguarda das zonas económicas exclusivas?
Um outro facto, ao invés, mereceu uma atenção mediática inversamente proporcional à sua mais valia nacional. Ao atacar Maria José Morgado, Paulo Portas visou criar um facto político com dois objectivos dar corpo ao levantamento interno contra Ribeiro e Castro, provando que com o estalar de um dedo consegue fazer virar para si todos holofotes; dar continuidade à sua antiga urticária contra uma mulher afastada do combate ao crime durante os tempos em que co-governava (?) o país. O ataque nada tinha, portanto, a ver com o que era enunciado já que Portas bem sabe que a cidadania ainda não morreu e nem só quem colabora com o CDS tem direito ao bom nome em Portugal.”



3. Políticos ou pessoas
Publicado por Pedro

“(...) qualquer facto pode ser encarado como um facto político. Não concordo quando dizem que uma acusação de pedofilia não coloca em causa um político.” Existe uma dimensão política e uma dimensão pessoal das coisas, e o caso do Paulo Pedroso é exemplo ideal da distinção entre elas. A fronteira não é rígida nem necessariamente clara. Mas que existe, existe. Um político é sempre e acima de tudo uma pessoa. Ao votar num político vota-se também na pessoa, na imagem e impressão pessoal que ele consegue fazer passar. A seriedade, por exemplo, é uma ideia essencial a passar. A simpatia do Guterres, a austeridade do Cavaco, a bonomia do Mário Soares, (…), foram factores não menos importantes para terem conseguido a confiança dos portugueses. Daqui a concluir que a vida privada de um político é necessariamente um facto político vai uma enorme distância. Se o Tal & Qual fizer uma primeira página a dizer que o Cavaco tinha por hábito bater na mulher e filhos, tenho as minhas dúvidas que isso influencie a forma como as pessoas avaliam as suas qualidades e defeitos como primeiro-ministro. Viesse a mesma manchete levantar um caso grave de corrupção, um Watergate português, e aí sim iria pôr em causa o homem como político.”

Semiramis
4. A Vitimização e o Vale-Tudo
Publicado por Joana às fevereiro 9, 2005

«A relação da comunicação social com Santana Lopes faz lembrar a relação da madrasta cavernícola e autoritária com o enteado – depois de o sovar, quando o miúdo se apresta num vago queixume, grita-lhe: e se choras apanhas mais! Não há nada a fazer – primeiro sovam-no em todos os tons e sons; depois quando ele menciona os agravos, é sovado por “se estar a vitimizar”. Vem isto a propósito de uma jornalista do Público, Eunice Lourenço, que eu já citei mais que uma vez, pelas suas notícias absolutamente destituídas de rigor e ética, ter escrito ontem (em co-autoria com a colega Helena Pereira) um artigo em que afirmava peremptoriamente que “Cavaco aposta na maioria absoluta de Sócrates”.
Não vou discutir quais as intenções destas “notícias”. Santana Lopes está impedido de se queixar – qualquer queixa dele não passa de vitimização. Cavaco Silva está impedido de desmentir – qualquer desmentido dele é apenas mais uma mentira para disfarçar o seu “incómodo”. Não há pois nada a fazer quando a nossa comunicação social cria um “facto político”. Mesmo que não exista ... é um “facto político”!»

5. O FÓRUM SOCIAL PORTUGUÊS
Boaventura de Sousa Santos
O FSP foi a primeira grande manifetação da sociedade civil depois do 25 de Abril
Publicado na Visão em 12 de Junho de 2003

“No momento em que escrevo, o Fórum Social Português (FSP) ainda está a decorrer mas pode dizer-se desde já que teve pleno êxito. Pela participação que teve de cidadãos e de delegados de movimentos e associações, pelo modo como decorreu e pela variedade dos temas que nele foram discutidos, o FSP constituiu um facto político da maior importância, o seu significado tornar-se-á ainda mais claro à medida que se avançar na preparação do segundo FSP. O FSP ocorreu num momento oportuno. O país atravessa um período complexo em que se combina a crise económica com a instabilidade política decorrente da turbulência institucional provocada pelos casos de corrupção e de pedofilia. É um período que, para ser ultrapassado sem grandes convulsões, exige que todas as energias democráticas dos portugueses sejam convocadas.”


6. Marcelo e a TVI
Editado por Carlos

Thursday, May 17, 2007

AULA 14: PLANO DE COMUNICAÇÃO PARA VITOR GOMES


Ideias-Chave: Muito engenho para expandir os restaurantes. Ao mesmo tempo, Vítor Gomes continua a apoiar outras causas locais como a criação de um centro onde ajudará os toxicodependentes a tratarem o seu vício. Continuará igualmente com os apoios nas colectividades da região.

Público-alvo: Toda a população de Bragança, principalmente os jovens, que verão no empresário um exemplo, não esquecendo todos aqueles que o acusaram de andar metido em maus vícios consequindo daí o dinheiro.

Meios de divulgação: Folhetos distribuídos nos principais locais da cidade inclusive nos seus próprios restaurantes de fast-food, nos jornais e rádio locais e em out-doors de patrocínios afixados no campo do Grupo Desportivo de Bragança e nas festas da aldeia.
AULA 11: AS FONTES À FRENTE DOS JORNALISTAS?

Não há notícias sem fontes. Mas há jornalistas que, ao invés de irem atrás das notícias, deixam que sejam as notícias a "irem" atrás de si. Essa evolução do jornalismo, que hoje se pratica, é motivo de fundadas inquietações."

O uso sistemático de fontes não identificadas que "colocam" em determinados jornais notícias que dias depois são desmentidas na concorrência por outras fontes, igualmente não identificadas, mostra como o jornalismo se torna vulnerável quando se deixa instrumentalizar. A prática generalizada de notícias com uma única fonte, com ou sem identificação, não podedeixar de causar perpelexidade, assim como a não identificação das fontes que se tornou a regra do jornalismo, em vez da excepção. De facto, noticia-se hoje com a maior facilidade que "o jornal teve acesso" ou "sabe" que fulano vai fazer ou dizer algo, sem que o leitor perceba as razões da falta de clareza sobre a origem da informação.

Considerando que o produto da imprensa é a informação, fica claro que se esta for defeituosa ou não divulgada, para benefício próprio, a empresa está a ser tendenciosa e criminosa. Para lançar um produto, uma empresa dedica dinheiro e tempo em pesquisa e desenvolvimento (com todas suas fases de: estudos, protótipo, desenvolvimento, testes e piloto) antes de despejá-lo no mercado e obter os benefícios. E estes virão em maior ou menor grau somente depois de avaliado pelo consumidor. O importante é que o consumidor final é que avaliará se continuará usando ou não o produto.

"O Poder das Fontes”. No seu livro 'The Sociology of News' (2003), Michael Shudson, um dos mais lúcidos estudiosos do jornalismo, afirma que “o poder mais 'profundo e sombrio' da imprensa reside nas fontes. Em sua opinião, não são apenas as fontes governamentais que procuram influenciar os media a seu favor.
Também instituições como universidades, empresas privadas e públicas, associações voluntárias, etc., procuram profissionais com experiência em jornalismo para colocarem notícias favoráveis”.

Uma das mais antigas técnicas adoptadas pelos jornalistas para assegurarem ao público a fiabilidade do seu trabalho é fornecer-lhe as fontes das informações. Quando esta é claramente identificada o público pode decidir por si próprio se a informação é credível.

Joe Lelyveld, editor executivo do New York Times, citado por Bill Kovach e Tom Rosenstiel, afirma que “antes de usar fontes anónimas um jornalista deve colocar, a si próprio, duas questões:
1. Se a fonte anónima tem conhecimento directo do acontecimento sobre o qual fala;
2. Qual o motivo, se existe algum, que poderá ter a fonte para tentar enganar o jornalista ou esconder factos importantes susceptíveis de alterar a sua visão sobre o assunto.
Só depois de se considerar satisfeito com as respostas, o jornalista deverá usar a fonte. Contudo, deverá provar aos leitores que a fonte conhece o assunto ("viu o documento"), explicando, ainda, as razões do anonimato”.

Por sua vez, a jornalista Deborah Howel, citada no mesmo livro, aconselha o cumprimento de duas outras regras sobre as fontes anónimas, que reforçam as defendidas pelo seu colega Lelyveld:
1. “Nunca usar uma fonte não identificada para fornecer uma opinião de outra pessoa;
2. Nunca usar uma fonte não identificada como primeira citação de uma notícia.”

O jornalista tem o dever de identificar-se correctamente à sua fonte, antes de iniciar, e informá-la de quando estiver a gravar. O que eles dizem antes e depois da entrevista deve ser considerado off the record, ou seja nunca poderá ser citado. A excepção só se aplica se existir um benefício excepcional para a opinião pública, tal como se tivesse testemunhado um assassinato.

Nestas circunstâncias o jornalista é a fonte, e outros podem querer contacta-lo para verificar os factos, entrevista ou outros pormenores.

O off da fonte é sempre preservado quando está em jogo a segurança da informação, a integridade da fonte, o interesse da sociedade e a verdade.

O jornalista não quer, não precisa e não depende de fonte mentirosa e criminosa. O repórter, mais do que ao jornal, serve ao leitor e à verdade nnão à fonte; pelo contrário, serve-se da fonte, verdadeira e confiável, para atender aos interesses supremos do leitor. Quando a fonte não serve a estes princípios ou, pior, contraria estes objectivos, deixa de ser fonte, perde o privilégio do off.

Segundo esta teoria, um acontecimento gerador torna-se narrativa factual quando consegue mobilizar factos complementares, validados através das fontes de informação. “Essas fontes e o narrador falam. Percebemos, assim, que se constrói uma rede para ‘pescar’ notícias”, comenta Maria Betânia. No livro, a pesquisadora procura “rastrear”, a partir dos textos analisados, as relações que configuram a teia, assim como os constrangimentos ou a burocratização do discurso através da “voz” das fontes. “A produção jornalística está calcada na auto-imagem de fontes abalizadas a validar a notícia e aqueles que aparecem como fontes aptas a legitimar a informação têm acesso habitual aos veículos de informação", resume Maria Betânia.

Para compreender o funcionamento do discurso jornalístico, é preciso considerar o acordo de leitura que se estabelece entre jornalistas, fontes e leitores. Um exemplo do que não deve acontecer são as revelações sobre a licenciatura do Engenheiro Sócrates pela Universidade Independente (autêntico serviço público, por muito que haja quem diga o contrário) apesar de tanto o Público como o Expresso, nos seus textos iniciais, parecerem estar a pedir desculpa pelo que publicaram. Pena é que no melhor pano caia a nódoa: ambos os jornais omitiram a sua principal fonte, o blogue Do Portugal Profundo.

No jornalismo, o contrato entre jornalistas e leitores ampara-se nestes pressupostos, ainda que ilusórios: o jornalista não mente; embora a empresa e o jornalista possam ter interesses particulares(esses não superam o interesse do leitor).O jornalista só recorre a fontes credíveis; cruza fontes e versões, oferecendo informações confirmadas. Daí, o jornalismo basear-se na credibilidade dos sujeitos envolvidos no processo: fontes, jornalistas e veículos (BERGER, 1998). Passamos então a tratar mais detalhadamente da identificação das vozes presentes no discurso jornalístico.

“Os jornalistas realizam interacções sociais e culturais com as fontes num conjunto diverso de ambientes [...], usando fontes seleccionadas para formar as suas próprias opiniões de especialistas, muitas vezes explicitadas nos espaços noticiosos. Jornalistas e fontes formam um círculo hermenêutico cujo entendimento tem por missão a articulação de interesses comuns”,(SANTOS, 1997, p. 169). Isto porque um jornalista só é manipulado se não fizer correctamente o trabalho jornalístico. Contudo, há quem defenda que é a pressão de obtenção de notícias que permite que os jornalistas sejam manipulados e que passem, para o público, informações que não foram devidamente confirmadas.

No jornalismo, podemos pensar no exemplo de uma reportagem que ouça, digamos, quatro fontes. Em princípio, teríamos cinco locutores: o jornalista e as fontes. Aparentemente, é um texto polifónico. No entanto, é preciso, depois de identificar os locutores, ir às perspectivas de enunciação. Se todas as quatro fontes enunciarem sob a mesma perspectiva, filiadas aos mesmos interesses e inscritas na mesma posição de sujeito, apenas complementando-se umas às outras, podemos dizer que configuram um único enunciador. Se, além disso, o jornalista se posicionar ao lado dessas fontes, então também ele está regido pelo mesmo enunciador. Teríamos, assim, um texto aparentemente polifónico, pois claramente constituído por cinco vozes diferentes, que, na verdade, é monofónico, pois é constituído por um único enunciador.

Existem então dois tipos de estudo no jornalismo: mapeamento das vozes (jornalista, instituição, fonte, leitor) e identificação dos sentidos (formações discursivas, silenciamento, movimentos de paráfrase e polissemia). Esses dois tipos de pesquisa estão em íntima relação, mas podem ser desenvolvidos em momentos distintos e exigem procedimentos específicos. A origem deste artigo é as vozes.

O papel das publicações científicas especializadas no âmbito da cobertura jornalística de ciência tornou-se hegemónico com relação aos preceitos de avaliação crítica e independente das fontes. Muitos estudiosos e críticos da media têm alertadO para a conversão do jornalista num simples comunicador, que se ocupa de reproduzir informações num formato mais acessível ao público em geral, em detrimento das demais atribuições inerentes à mediação plena que se espera dessa profissão.

Com tudo isto, podemos concluir que os jornalistas, na maioria das vezes, baseiam-se no que lhes dizem as fontes, algumas delas pouco fidedignas. Tal como reconhece o jornalista Lorenzo Gomis,
"as fontes a que os jornalistas recorrem ou que procuram os jornalistas são fontes interessadas, quer dizer, estão implicadas e desenvolvem a sua actividade a partir de estratégias e de tácticas bem determinadas. E se há notícias isso deve-se, em grande medida, ao facto de haver quem esteja interessado em que certos factos sejam tornados públicos".

O verdadeiro problema não é se o jornalista mantém a confiança nas fontes, é sim se os leitores mantêm ou perdem a confiança no jornal ou qualquer outro órgão de comunicação.
Então, deve sempre haver uma confirmação para que as fontes não se sobreponham aos próprios jornalistas.
AULA 10: PERÍODO DE NOJO OU CORTAR O MAL PELA RAÍZ?


“No DN, o ex-jornalista Luís Paixão Martins, líder da LPM (agência de comunicação), defende que a “assessoria mediática deve ser feita por ex-jornalistas”, pensamento que parece comum às empresas desse sector. Percebe-se porque é que pensam assim…. Desde logo porque o Estatuto dos Jornalistas permite o sistema de porta aberta na profissão aos ‘ex-jornalistas’ que querem regressar às redacções. Depois, porque essa é a forma que permite contratar ‘ex-jornalistas’, editores, chefes de redacção, etc., que mantêm depois nas assessorias contactos privilegiados com anteriores subordinados nas redacções…

Quando acaba esta promiscuidade entre jornalistas e propagandistas?
Segundo João Paulo Meneses, “Das duas uma: ou a prática, por continuação, hábito e desgaste, se institucionaliza – daqui a algum tempo - será perfeitamente normal o vaivém entre jornalismo e assessoria ou é preciso clarificar a situação, regulamentar hipotéticas incompatibilidades, nomeadamente na hora do regresso”.

A propósito, José Mário Costa relata (via Clube dos Jornalistas):
“Manuel Maria Carrilho, ao lançar o seu livro, pôs em causa ‘a dignidade dos jornalistas’…”, dizia no Portugal Diário. “Mas o que desde há muito põe em causa a dignidade dos jornalistas é o próprio Estatuto da classe. A classe tem que compreender que é inaceitável que um jornalista seja num dia profissional de marketing político ou propagandista deste ou daquele governante ou político, e no dia seguinte regresse candidamente à redacção como se nada fosse com ele… Enquanto o Estatuto dos Jornalistas mantiver este clausurado e não introduzir um período substantivo de impedimento, pós-contratual, no regresso à profissão, a dignidade da classe está gravemente atingida”.
Em relação a esta matéria, o Sindicato dos Jornalistas já havia tomado uma (tímida) posição num documento de 2005/OUT/24 – SJ lança documento de apoio ao debate do Estatuto, onde dizia:
“6.O documento propõe que no caso da apresentação de mensagens publicitárias e participação em inactividades de divulgação de produtos ou entidades, a incompatibilidade se mantém por um período de três meses após o fim da divulgação. Em relação a outras incompatibilidades, como as de assessoria ou até exercício de funções políticas, será de propor um período de reserva pelo menos quanto a realização de trabalhos em áreas editoriais relacionadas com tais funções?”

Também Miguel Sousa Tavares lembrava no Expresso, num texto intitulado “Jornalismo, modo de vida”: “No passado, insurgi-me várias vezes e publicamente contra o facto de haver supostos ‘jornalistas’ que eram simultaneamente articulistas de opinião. Mas esta absoluta promiscuidade chegou a receber o apoio da classe, com o próprio Sindicato dos Jornalistas a propor que se equiparassem os profissionais das agências a jornalistas, com carteira profissional e tudo”.
E então, será justo um jornalista poder abandonar as suas tarefas num jornal, rádio ou televisão para entrar em publicidade ou num gabinete ministerial como assessor ou marketing político?

Não é aceitável que um jornalista seja profissional de marketing político ou propagandista e no dia seguinte regresse à redacção como se nada fosse… De facto, se não for colocada uma forte reserva ao regresso ao jornalismo desses servidores de gabinete, o “quarto poder” pouco mais será do que isso.

O exercício da profissão de jornalista é incompatível com o desempenho de funções de marketing como Relações Públicas, assessoria de imprensa e consultoria em comunicação ou imagem, bem como o de planificação, orientação e execução de estratégias comerciais (…). Findo o período de seis meses, se exercer a sua actividade em áreas editoriais relacionadas com a função que desempenhou, como tais reconhecidas pelo conselho de redacção do órgão de comunicação social para que trabalhe ou que colabore.”(Art 3º - nº 1-b e nº6).

Podemos voltar a citar o exemplo do jornalista Miguel Braga que suspendeu funções na TVI para assessorar o ex-Ministro do Ambiente, José Nobre Guedes. Com a saída do governante, o filho do fadista João Braga regressou ao canal de Queluz, com a particularidade de passar a desempenhar funções completamente opostas com as matérias que lidava enquanto assessor. Miguel Braga é, hoje, um dos jornalistas do departamento desportivo da TVI!

Deixo no ar, uma vez mais, a questão: será justo poder sair do Jornalismo para se inserir nas áreas de Relações Públicas ou Publicidade e voltar a exercer a antiga profissão com tão poucas restrições? Isto mesmo sabendo-se que, à partida, um ex-jornalista, depois de passar por outras áreas poderá estar mais “inturmado” em todos os assuntos e as fontes de informação lá fora serão outras e mais intensas devido às relações coexistentes. A minha opinião é que não, pois existem outros jornalistas capazes de ocupar os cargos deixados inicialmente nas redacções pelos que quiseram “experimentar” outras áreas, o que faz com quem fica não devesse ser mero substituto durante, por exemplo os seis meses de período de nojo aplicados, e fosse sim o futuro da informação não se ficando pelos seus “cinco minutos de fama”.

Os grandes pecados dos media nacionais são o comodismo, a desatenção, o respeitinho pelo poder, o alheamento da sua tarefa histórica de watch dog”, disse Miguel Sousa Tavares no livro “O Pecado mora aqui”.
AULA 9: AZNAR E A SUA COMUNICAÇÃO EM CRISE!

Comunicação de crise é tudo aquilo que se faz na sequência de uma situação adversa: o incêndio numa fábrica, o escândalo do candidato, o atentado bombista, a demissão do ministro, o produto estragado que mata várias pessoas…) a fim de posicionar a versão do protagonista atingido, garantir a sua intervenção nos meios e transmitir uma posição de abertura, transparência (uma vez que a sua posição está fragilizada e a atenção da opinião pública / meios de comunicação é muito maior).

Pior do que as consequências de uma crise são as consequências de não reagir à crise, ou seja, aumentar as suspeitas, críticas e rumores sem reagir, o que coloca em causa as relações de credibilidade e confiança entre empresas e clientes/fornecedores ou do político com a opinião pública. Todos os países estão vulneráveis a crises, mas alguns estão bem mais preparados para reagir principalmente do ponto de vista da comunicação, sabendo administrar melhor os problemas e estão preparados para enfrentar as “crises”. Outros permitem que os factos, ou boatos, destruam a boa reputação da empresa ou país. “A maioria das crises de imagem, se bem administrada, podem ser superadas com relativa facilidade. Mas de que modo deverá agir uma empresa em tempo de crise?

Um exemplo concreto de situação de crise é as eleições de 14 de Março de 2004, em Espanha. Umas eleições marcadas pela tragédia e que ressaltaram, mais que uma vitória de Zapatero e dos socialista, a derrota de Aznar e da sua maneira de fazer política que o levaram a perder aquilo que era certo ganhar, o poder espanhol!
Na manhã de quinta-feira de 11 de Março de 2004, dez mochilas com Trinitrotolueno (TNT) explodiram em quatro comboios em quatro pontos diferentes da região de Madrid.

As explosões ocorreram durante a hora de ponta, entre as 7:39 e as 7:42 da manhã nas estações madrilenas de Atocha (três bombas), El Pozo del Tio Raimundo (duas bombas), Santa Eugénia (uma bomba) e num comboio a caminho de Atocha (quatro bombas).

Os atentados causaram pelo menos 192 mortos e 2050 feridos. De imediato, o governo espanhol atribuiu a autoria dos delitos à ETA baseando-se na prova que os explosivos eram os mesmos que a organização terrorista espanhola usava. Mas, como no futuro se viria provar, a ETA não tinha capacidade logística para executar um atentado daquele género, e também elementos ligados à organização reagiram dizendo a uma televisão vasca: ”a organização ETA não tem nenhuma responsabilidade sobre os atentados de ontem”. Ao mesmo tempo, os analistas políticos encontraram características comuns a outros atentados levados a cabo pela Al Qaeda.

No dia dos incidentes, da parte da tarde, foi encontrada, na região de Madrid, uma fita com cassete de orações em árabe numa carrinha com detonadores. Tudo começava a encaixar-se para o ataque ter sido efectuado pela AL Qaeda e só o governo espanhol mantinha a tese que tinha sido a ETA.

Então, na noite anterior às eleições, milhares de pessoas reuniram-se em cidades de todo o país em frente a sedes do Partido Popular, do presidente do governo espanhol, José Maria Aznar, exigindo transparência nas investigações sobre os responsáveis pelos atentados. Os manifestantes disseram que o governo mentira quando apontou o grupo terrorista basco ETA como responsável pelo 11 de Março. A própria imprensa espanhola denunciou a tentativa frustrada de Aznar influenciar os jornais do país. O governo Aznar havia entrado na guerra do Iraque contra a vontade de mais de 90% da população espanhola, ao lado dos Estados Unidos e do Reino Unido, e o atentado poderia ser uma resposta a este posicionamento. Ou seja, se a culpabilidade fosse realmente da Al Qaeda quem beneficiaria seriam os socialistas do PSOE.

No dia das eleições, 14 de Março, houve um comparecimento massivo às urnas, mais de 75% da população foi votar, todos com o mesmo argumento perante a tragédia: é necessário oferecer uma resposta democrática. Assim, o conservador Partido Popular de José Maria Aznar sofreu com a mão pesada do povo espanhol por ter mentido acerca dos atentados e por ser um peão nas mãos do presidente George W. Bush, enquanto José Luís Rodríguez Zapatero ganhava as eleições num evento único na história política espanhola, isto devido à sua promessa de, em caso de vitória, retirar as tropas espanholas do terreno iraquiano.

E assim foi, o favorito Aznar até as 7h39m do dia 11 de Março, quando explodiram as primeiras bombas no comboio da Estação de Atocha, viu o partido PP entrar na onda de comoção e indignação nacional causada pelo massacre transformar-se numa enxurrada de votos para o seu rival Zapatero e os socialistas, que voltavam ao poder após oito anos afastados do Palácio de La Moncloa. Para os analistas políticos, o apoio do governo à invasão do Iraque pelos EUA em 2002 e a tentativa de enganar o povo espanhol atribuindo os atentados de 11 de Março à ETA foram os factores decisivos na derrota do PP.

Podemos concluir que nunca se deve colocar em causa a seriedade de um povo e, ao mesmo tempo, nunca tentar encobrir uma coisa que mais cedo ou mais tarde se vai constatar. No caso, José Maria Aznar deveria ter assumido o erro de início e não ter “tapado o buraco” com a mostragem de mais um habitual atentado da organização ETA. É óbvio que o Primeiro-Ministro do PP fez mal em optar por esta estratégia, pois além da derrota, ainda demonstrou descredibilidade perante os espanhóis.

Regra essencial da Comunicação de Crise: Nunca mentir, pois a verdade vem sempre ao de cima!”

Monday, March 19, 2007

AULA 8: AINDA SE USAM PRESS-RELEASES…



ODEVESA Press Release 111
09 de Janeiro de 2007

Celebração das FOGACEIRAS em S. M. Feira


A ODIVESA garante os festejos dos 500 anos do feriado municipal, com o patrocínio das Pastelarias Monte Branco e da Câmara da Feira.


Pelo sétimo ano consecutivo, a ODEVESA,com o apoio da maior rede nacional de pastelarias e da Câmara Municipal da Feira, organiza a maior festa da cidade, a 20 de Janeiro.

Para animar a comemoração, convidamos a dupla do momento, Roscas e Estacionâncio, para a noite de sexta 19, e o maior cantor romântico de Portugal, Tony Carreira, com a presença do seu filho Micael, no sábado por volta das 22h.

Pelo meio, haverá a confecção da tradicional iguaria que dá o nome à festa, o desfile das raparigas mais bonitas da cidade que transportarão à cabeça uma fogaça e ainda a missa às 15h em honra de S. Sebastião, o padroeiro. A procissão terá lugar de seguida com o Bispo do Porto D. Armindo com a especial presença de D. Ximenes Belo.

Uma das novidades deste ano será o concurso extra onde quem comer a maior quantidade de fogaça terá direito a um prémio, uma noite paga para duas pessoas nos quartos do Castelo, a maior referência monumental de S. M. Feira.

A Odeveza faz questão de disponibilizar o programa completo dos festejos e toda a informação necessária na sua página de Internet:

http://www.odevesa.programa.pt


Mónica Laurinda Azevedo, Directora Geral da ODEVEZA, acredita que, com este passo a empresa se tornará na primeira entidade privada a contribuir para o aumento turístico e divulgação cultural da cidade aveirense, isto porque está a contar com a presença de mais de oitenta mil famílias, apenas em dois dias de festejos este ano.

Por seu lado, Odete Silva Barraca, Directora Comercial da Odeveza, atribui a notoriedade do sucesso deste evento às pastelarias Monte Branco que farão publicidade ao programa festivo e proporcionaram o concurso das fogaças. Ao mesmo tempo, não será esquecida a Câmara Municipal de S. M. Feira que cooperou, financeiramente, para a actuação dos artistas.

Contactos para mais informações sobre este assunto:

Odete Barraca ou Mónica Azevedo

Odeveza, S.A.


Morada: Rua do Outeiro, 111, 3ºesq. 4525-700 Santa Maria da Feira
Telefone: 22 375 99 00 Fax: 22 375 99 12

AULA 7: OLHOS DE ASSESSOR E OLHOS DE JORNALISTA

Em Portugal, o Estatuto do Jornalista define incompatibilidades com as assessorias de imprensa ao contrário de outros países como Espanha e Holanda onde não existe tal distinção; cada um pode desempenhar as funções que entende, até em simultâneo.
A Assessoria de Imprensa trabalha com informação jornalística, lidando com jornalistas, preparando press-releases (comunicados de imprensa) e procurando controlar, aumentar ou restringir, o fluxo de informação que é veiculado nos media sobre o assessorado. O trabalho consiste em desenvolver estratégias para que a exposição nos media seja um factor de reforço para o cliente alcançar seus objectivos comerciais e de marketing. Faz parte de um conjunto de actividades relacionadas à comunicação organizacional e que pode incluir comunicação interna, relacionamento com clientes, marketing, publicidade e Internet.

O exercício da profissão de jornalista é incompatível com o desempenho de funções de marketing como Relações Públicas, assessoria de imprensa e consultoria em comunicação ou imagem, bem como o de planificação, orientação e execução de estratégias comerciais (…). Findo o período de seis meses, se exercer a sua actividade em áreas editoriais relacionadas com a função que desempenhou, como tais reconhecidas pelo conselho de redacção do órgão de comunicação social para que trabalhe ou que colabore.” (Art 3º - nº 1-b e nº6).

A Assessoria de Imprensa é uma das tres subdivisões das actividades
de Assessoria de Comunicação juntamente com as Relações Públicas e Publicidade & Propaganda. A sua principal tarefa é estabelecer ligação directa entre uma entidade e a media, tendo também como função estabelecer relações sólidas e confiáveis com os meios de comunicação e dos seus agentes com o objectivo de se tornar fonte de informação respeitada e requisitada, criar situações para a cobertura sobre as actividades do assessorado a fim de alcançar e manter uma boa imagem junto da opinião pública, apresentar e consolidar as informações pertinentes aos interessados do assessorado no contexto mediático local, nacional e internacional, implementar a cultura de comunicação de massa nos aspectos interno e externo relativamente ao assessorado por meio de condutas pró-activas junto à estrutura mediática, e capacitar o assessorado e outras fontes de informação institucionais a entender e lidar com a imprensa.

A relação dos jornalistas com os assessores de imprensa pode não ser uma relação de amor-ódio no verdadeiro sentido das palavras mas também não se trata de uma relação de bons irmãos, isto porque cabe a cada um defender o interesse das instituições para quem trabalham e, como já diz o ditado “trabalho é trabalho, conhaque é conhaque”. À primeira vista, o trabalho de ambos parece ter uma sintonia que talvez possa agradar ao público que assiste, mas a realidade é bem diferente. No fundo, esta relação não passa de um jogo de interesses por parte dos assessores para com os jornalistas que os manipulam a seu belo prazer. A prioridade de uma assessoria de imprensa é facilitar o trabalho dos jornalistas, tendo, muitas vezes, como maior preocupação dar visibilidade aos clientes.

A relação de um assessor com um jornalista assenta em determinados princípios básicos como a moralidade e a ética que, à partida, não deveriam ser ultrapassados, mas tem, muitas vezes, como fundo o recurso à mentira. Um assessor que comece a ficar conhecido por mentir à imprensa deixa de ser credível e de interessar à instituição que representa; daí que tenha muito cuidado, já que o seu trabalho está muito exposto e é de imensa responsabilidade. O assessor tem de ter consciência que o que faz tanto pode melhorar a imagem da empresa como “afundá-la” em segundos.
Ao entregar as informações ao jornalista, este último tem liberdade para escolher e decidir se publica ou não o conteúdo das informações, até porque lhe compete saber aquilo que pode ou não ser notícia.

Cabe então ao assessor a responsabilidade de preparar informação que uma vez fornecida ao jornalista jamais poderá conter erros ou mentira. Afinal o assessor de imprensa cada vez sabe mais de tudo, porque se relaciona de forma directa com os acontecimentos. Obviamente que mesmo o assessor sendo um precioso auxiliar na obtenção de informações, o jornalista pode sempre complementar essas informações junto de outras fontes.

A verdade é que o assessor de imprensa, cada vez mais, é parte integrante da estratégia de comunicação e não o seu último difusor pois sabe de tudo o que se passa e relaciona-se de uma forma directa. Por outro lado, cada vez menos, o assessor de imprensa assume profissionalmente uma atitude passiva (visão romântica).
Já não se limita a enviar “press releases” ou a confirmar presenças em determinada cerimónia. Essa perspectiva esgotou-se! Hoje, o assessor de imprensa dirige-se aos jornalistas alimentando o desejo secreto de ver todas as suas mensagens em forma de notícia.

Não existem razões então para os assessores de imprensa e os jornalistas se darem mal até porque, no fundo, se interligam e ajudam mutuamente, mas existem vários casos em que a relação de ambos é difícil. Podemos citar o exemplo do jornalista Miguel Braga que suspendeu funções na TVI para assessorar o ex-Ministro do Ambiente, José Nobre Guedes. Com a saída do governante, o filho do fadista João Braga regressou ao canal de Queluz, com a particularidade de passar a desempenhar funções completamente opostas com as matérias que lidava enquanto assessor. Miguel Braga é, hoje, um dos jornalistas do departamento desportivo da TVI!

E um comentador de futebol ser um treinador? A pergunta é clássica e levanta as mais diversas opiniões. É claramente um problema de incompatibilidade: um treinador, mesmo no desemprego, não tem a mesma capacidade para criticar o clube, o jogador ou o dirigente com os quais pode estar a trabalhar na semana seguinte. Há imensos exemplos, sobretudo na televisão. Quanto mais polémico for (isto é, quanto mais feridas estiver disposto a abrir) menos hipótese tem o treinador de o voltar a ser. Portanto protegem-se, jogam à defesa: querem continuar a ser treinadores sendo aqui o comentário apenas uma experiência passageira. Já não se colocam as mesmas dúvidas perante um ex-treinador.

O ideal seria salvaguardar um período de “quarentena”, porque a situação do vai-e-vem não abona os profissionais da classe, pelo contrário, retira-lhes rigor e credibilidade. Assim, esse período de “nojo” permitiria criar, nesta cadeia, um período de distanciamento, uma pausa estratégica.
Este vai-e-vem só ganha fisionomia porque as RP, contrariamente ao fenómeno jornalístico, são uma actividade desregulamentada em Portugal. Como se referiu, impera o
livre arbítrio, o domínio da vontade.

É mais conveniente ter um assessor ex-jornalista pois, à priori, estará misturado com a classe, o que lhe pode permitir alguma proximidade com as estruturas jornalísticas. O jornalista, já tarimbado, saberá transformar um acontecimento menor numa acção mediática com relevo (o que é notícia e como pode ser notícia). Depois, também pelo facto de serem geralmente mal remunerados, são-lhe feitas propostas financeiras sedutoras, deixando os próprios jornalistas tentados a aceitar o convite para o cargo.

No entanto, esta relação cria quadros éticos pouco ortodoxos. A instabilidade dos lugares de nomeação ou confiança política coloca os jornalistas no meio de um
meio profissional de duvidosa compreensão para o senso comum. Hoje, um jornalista pode ser assessor de imprensa de determinado político, amanhã pode estar a entrevistá-lo para o órgão de comunicação social que agora representa, isto pelo facto de já não exercer funções no departamento governamental. Eticamente, esta “viagem” não é facilmente compreensível pelo público, implicando muitas vezes a propagação da questão: “serão todos farinha do mesmo saco”?
Do ponto de vista deontológico, o jornalista é livre para tomar decisões, apenas tem de entregar a carteira profissional à respectiva Comissão para poder exercer uma outra profissão. O que a lei prevê é a incompatibilidade simultânea. Na teoria, ninguém pode ser jornalista e assessor ao mesmo tempo (Estatuto do Jornalista, artigo 3º).
Até que ponto os jornalistas percebem isso que o assessor que lhe liga não é um novato e inocente trabalhado no ofício? É uma questão que é gerida em função dos interesses dos próprios jornalistas. Seja como for, nem todas as empresas optam pela contratação de um assessor, o recurso ao “outsoursing” é uma das modalidades que começa a ganhar espaço. Isto porque, nalguns casos, a contratação de uma empresa externa surge como um complemento à presença na estrutura do elemento de confiança pessoal e política: o assessor de imprensa.

Com isto, podemos mencionar a opinião do Prof. Luiz Alberto de Farias que diz que a assessoria de imprensa é uma actividade que tende a desaparecer pois é uma tendência internacional: as agências de comunicação estão a repor o seu portifolio, ampliando a gama de serviços prestados. “O que deve ficar claro é que o jornalista que faz assessoria de imprensa está a realizar uma actividade de relações públicas”. O professor dá boas vindas aos jornalistas que actuam nesta área, apesar de defender que “o profissional melhor preparado para actuar na coordenação de comunicação de uma empresa, ou de uma agência, é o Relações Públicas”.

Outra opinião é a de Loão Marcelino, Director do Correio da Manhã que refere que “a disponibilidade para contacto e dar informação é indispensável para que não haja mal entendidos, o jornalista é alguém que faz o contra-poder, o assessor auxilia o poder”. E continua recordando que “o jornalista não gosta muito de falar com intermediários, mas os assessores podem ser úteis. A ambiguidade existente entre jornalistas e assessores numa relação entre estes chega mesmo a ser de cumplicidade apesar deste facto.”